segunda-feira, 14 de abril de 2008
Só pra não perder a prática...
Acho que vou mudar meu nick do msn para: EM REFORMAS. Vai ver que isso atrai bons fluidos...
Beijos e abraços para todos e todas que, sem querer, ainda dão uma passadinha por aqui.
É isso.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Gestação
Até breve.
Orvalho
(Para Bernardo e Mônica)
Menina
consegui superar
aquela solidão
Decidir libertar
meu pobre coração
dos abismos vorazes
que surgem em teu olhar
Não quero mais
a tua companhia
pois hoje sei
que tudo que procuras
é a minha
pobre alma
para sugar sem piedade
meus sonhos de outrora
e as minhas
ilusões
Mas não adianta
já me protegi
das tuas armadilhas
Decidi buscar a poesia obscura
do mundo
Ressuscitar a beleza escondida
nos olhos da doce vida
cotidiana
Voltei
e
quem sabe
não te encontro por ai...
(espero que sim...)
Até breve!
domingo, 15 de julho de 2007
Novidade...
Voltar a escrever sempre é bom. Anima, dá disposição, rejuvenesce. Mantenho o dito: Quem ainda passa por aqui pra trocar uma idéia ou matar o tempo, sintam-se a vontade. Para os novatos, bem-vindos.
Divirtam-se...
Ordem & Caos
Ela já não suportava mais aquilo tudo...
O cheiro era insuportável. Tudo, absolutamente tudo, fedia a podridão. O lixo acumulava-se já no portão de entrada como que anunciando aos visitantes o estado deplorável daquela construção. Imensas manchas acinzentadas cobriam as paredes, todas elas, impondo ao ambiente uma densidade gótica, porém em sintonia com as pessoas daquele lugar... as flores, as árvores, os animais... pareciam conectados, imbricados por uma teia venenosa que os roubava a energia, a vontade de viver. Motos-vivos, o que eram. Todos eles.
Exatamente nesse dia resolveu chegar um pouco mais cedo. Tomar um banho demorado, acender um cigarro, beber umas doses a mais, afinal de contas, as coisas haviam melhorado. Emprego novo, novo amor, vida menos carregada. Stones na vitrola, banheira na temperatura certa, mesa posta. Questão de minutos, segundos talvez. Tudo depende do referencial, pensou. Podíamos viver todos os dias nesse ritmo leve, manso. Para ela, aquele instante mostrava-se infinito, divino. Preferiu esquecer disso, tinha medo que algo de ruim estragasse sua noite. Felicidade, o que cultivaria. E só.
Perfeição. Dificilmente alguém não exclamaria tal afirmação ao passar por aquelas portas colossais. Pureza, leveza, imensidão. As cores em consonância com as formas, as texturas... nem mesmo alguns dos palácios mais belos dos séculos passados poderiam agregar tamanha imponência. Desde a primeira passada, desde o primeiro olhar sentia-se uma emoção cáustica, suprema, indecifrável. Tudo, tudo ali, diante dos olhos daquela gente magistral... Príncipes, o que eram. Todos eles.
O peso daquelas sacolas quase lhe partiu os ombros. Pedras, era o que carregava. Na verdade, o que sempre carregou, toda a vida, dia após dia. Depois de jogá-las no meio da sala, lembrou-se de respirar um pouco, poderia até sentar-se alguns minutos não fossem os gritos pavorosos vindos da sala clamando-lhe a presença. Vagarosamente, como um sábio que desperta depois de anos em sono profundo, deslocou-se até lá, estendeu os braços lembrando um profeta e fez com que tudo fosse silêncio novamente. Naquele instante, foi como se o universo por inteiro ouvisse suas clemências, suas súplicas viscerais. Tudo se fez nada, então. De príncipes a plebeus, da podridão a pureza, tudo. Anjo, o que era. E só.
Felicidade, estado permanente de alma...
terça-feira, 19 de junho de 2007
À propósto, tô tirando da gaveta outro poema... Espero q gostem.
Beijos,
e até breve!
Pensar é transgredir
(Para Márcio Lucena)
Sobre o que posso
escrever
nessa triste
e fria
manhã de agosto?
Pássaros?
Carros?
Amores?
Escondo meus
sentimentos
pois o espelho
da sala
me assusta
Contemplar
é ter a oportunidade
de ser Deus
nem que seja
por poucos
segundos
Fala
Pensa
Põe na mesa
teus medos
e
aflições
Busca o
excremento
pois é lá
que se
esconde
o pífio
segredo
desse medroso
universo
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Tô melhorando....
Mas hoje tô trazendo um texto novinho em folha. Fiz dia desses quando estava conversando com uma grande amiga (beijo pra vc, viu?) e ela me falou de uns problemas estomacais e tal... Parece loucura mas quando ouvi esse nome (Flora), foi como se uma daquelas luzinhas dos personagens de desenho animado tivesse acendido na minha cabeça! Bem legal isso, adoro esses estalos! Então, sem mais blablabla, olha o bichinho ai!!
Ps.: Devido a problemas de saúde, consegui bolar uma nova série para meus textos!! Cara, tô muito feliz e vou ficar mais ainda se conseguir pôr em prática a ideia q estou na cabeça (surpesa...). Em breve vem novidade ai... Agurade(m)!!
Flora, você está morta!
Olha pela janela, conta mais outro. Agora são oito... não, nove! É, nove postes contabilizados. Todos eles brancos, límpidos, como espadas de luz fincadas naquele chão de concreto. Imagina um mundo sem postes, sem luz nem concreto. Tudo escuro, negro, apagado. Ausência e vazio. Silêncio. O locutor avisa sobre uma promoção que sorteará ingressos para uma baladinha no fim de semana. Mais uma canção é anunciada em seus ouvidos. Ela prefere mudar de estação, aquela não mais a agrada. Porém rapidamente percebe que as outras rádios se parecem bastante com a que ouvia. O mundo e suas coincidências... Tudo é realmente ao acaso? Aquele ônibus, aqueles postes, o sorriso do motorista seguido do bom dia quando subira na condução... Pasteurização... Uma maquete gigantesca... Decidiu descansar.
Enquanto estava de olhos fechados, não pensava em outra coisa se não naquela visita sombria. A secretária, os móveis, a sala de espera... E se não fosse verdade? Afinal de contas, nenhum relatório é absolutamente perfeito. Ele ali, por detrás daquela redoma de mármore não poderia ser Deus. Deus é um cara mais ocupado, não fica por ai destruindo os sonhos das pessoas... Sonhos... Será que aquele homem os tem? Se os possui, poderia imaginar o quão dolorosos para mim seria escutar tal diagnóstico! É, vai ver ele realmente não é humano, mas uma máquina... Malditos cientistas! Como é mesmo a frase... algo como “produzimos nossos próprio coveiros”. Deixa pra lá, não há nada o que fazer. Flora, você está morta. Um belo nome de filme, não seria? Mas por que logo eu? Sempre me cuidei direitinho, nada de excessos, exercícios regularmente, blá, blá, blá. A vida é mesmo um saco! Agora sinto como se um polvo me sufocasse por dentro, seus imensos tentáculos a digerir-me por inteiro... Bela metáfora para algo tão trágico, deprimente. Flora, você está morta. Opa, chegou a minha hora. Pediu parada e desceu.
Caminhou até a porta de casa como se levitasse. Sentia-se purificada, límpida. Tudo é tão diferente. Olhe essas cores, esse céu, as crianças com toda a inocência de uma idade tão bonita... Estou tão poética... Mas por que logo comigo? Se eu soubesse que iria ser assim... Pensando bem, que graça teria se eu já soubesse de tudo? Aço que não posso reclamar. Como é mesmo aquela outra frase... Ah: “Vim, vi e venci”. Belíssimo epitáfio! “Ela, que veio a essa vida, viu os obstáculo e venceu-os”. Imagino a reação das pessoas que vierem visitar meu túmulo.
Depois de abrir as portas de casa, prepara seu banho. Agora era hora de higienizar seu corpo, prepará-lo para a eternidade. Lembrou dos rituais egípcios, admirava-os. Respeito ao corpo e a mente, ao físico e ao espiritual. O que devo fazer agora? Sentar e esperar meu destino? Debater-me e chorar copiciosamente? Algumas das duas opções servirá para alguma coisa? É preciso esclarecer: Flora, você está morta.
Decidiu, então, deitar-se. Não esperaria por nada, nem choraria, nem escreveria carta de amor ou ódio, não repudiaria seu passado, nem seu presente. Não pediria clemência aos céus nem castigos eternos ao inferno. Não recordaria os momentos bons, nem os ruins. Aguardaria calmamente o desfecho de tudo aquilo, a resolução, o ato final. Afinal de contas, a única verdade existente no mundo naquele momento seria: Flora, você está morta...
quarta-feira, 11 de abril de 2007
Atualização (pô...)
Conversa de Barbearia
Tudo bem, devo concordar que o título não é lá essas coisas. Afinal de contas, mais parece plágio da antiga expressão já consagrada no país do futebol, da cachaça e, por que não dos mensalões e mensalinhos: Conversa de botequim. Porém, afirmo que a constatação trazida por mim nesse texto é de extrema importância. A barbearia, espaço de valia inigualável para a intelectualidade mundial, sofre com o descaso dos estudiosos e das autoridades locais. Mas ainda há esperança.
Quem, mesmo nos áureos tempos de criança, não teve os cabelos cortados por aquele senhor de sorriso aberto, bigode bem aparado e mãos rápidas como uma lebre? Para mim, no entanto, não passava de um assassino muito bem treinado, capaz de cortar-me o pescoço a qualquer momento. Lembro-me bem de todas as birras e mal-criações; todos os empurrões bem aplicados. Pobre Seu Souza... E o melhor de tudo é que, sempre no final de toda aquela sessão de tortura, ainda eram oferecidas saborosas guloseimas. Que premiação!
Contudo, ao passar por essa tempestuosa e necessária fase (diriam os psicólogos...), comecei a enxergar a figura do bondoso e paciente barbeiro com outros olhos. Transformara-se em uma espécie de sábio, um profeta. Ainda não há quem consiga me explicar como conseguem conversar sobre tantas coisas! Se o assunto é futebol, sabem de todos os resultados do fim-de-semana. Política (vale ressaltar: Internacional e Nacional!), economia, fofocas das novelas... Quanta disposição! Acho que por isso não há quem resista a uma boa prosa de fim-de-tarde acompanhada daquele cafezinho bem quente que só lá é servido.
Bolsões de vida. Guetos humanísticos. Em um século marcado pela instantâniedade dos sentimentos, pelos encontros virtuais e efêmeros, uma relação baseada em sorrisos e apertos de mão parece algo fora de cogitação. Fica a deixa: Preservemos a Barbearia, tão cheia de vida que até o próprio nome já ordena: RIA.
domingo, 18 de março de 2007
Mais poesia!!
Silêncio
Lá no fundo
do vazio
ainda há
uma
voz
Não perturba
nem aterroriza
Ela nos ajuda
a superar
as fobias tristes
as quais
herdamos
dessa tumultuada
modernidade
Contudo,
cuidado:
Ame o
silêncio
mas
não aceite-o
como eterno
companheiro